Hoje, ao tentar dissertar sobre parte de tudo aquilo que vivenciei de
modo significativo no âmbito profissional e pessoal, me percebi angustiado, com
certo nível de ansiedade e insegurança. Essas sensações não têm absolutamente
nada de surpreendente para a minha pessoa, pois sempre tive consciência de como
me sentiria ao retomar, após muito tempo, esta ação de reescrever eventos de
minha vida, mesmo que de forma inventada nos detalhes e exageradas nos entornos.
Retomo esta prática motivado por inquietações que emergem de um nada bem
situado. Um nada localizado na alma de um contexto peculiar (leia-se perigoso) e
inédito. Um contexto que se inicia a partir de um “reencontro, no inesperado,
em meio a tudo”. Nossa! Que satisfação.... “Uma satisfação. Numa floresta? Não
sei... Só sei que há um talvez...”. Um
talvez capaz de causar um frio na barriga, um medo, haja vista a sensação
colossal do vivido, de fazer, de viver, de escrever e de se arrepender. Nesse
contexto específico tenho que admitir categoricamente que o “se arrepender”
ocorre sempre quando não vivo, não faço, não escrevo... Partindo desse
princípio, só me resta voltar a escrever e viver cada momento sem medo e sem
preocupações, afinal, “uma palavra escrita é a mais fina das relíquias”, além
do mais: “a vida é bela, o paraíso é um comprimido” (Capital Inicial).
Há 14 anos
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