quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Medo

Hoje, ao tentar dissertar sobre parte de tudo aquilo que vivenciei de modo significativo no âmbito profissional e pessoal, me percebi angustiado, com certo nível de ansiedade e insegurança. Essas sensações não têm absolutamente nada de surpreendente para a minha pessoa, pois sempre tive consciência de como me sentiria ao retomar, após muito tempo, esta ação de reescrever eventos de minha vida, mesmo que de forma inventada nos detalhes e exageradas nos entornos. Retomo esta prática motivado por inquietações que emergem de um nada bem situado. Um nada localizado na alma de um contexto peculiar (leia-se perigoso) e inédito. Um contexto que se inicia a partir de um “reencontro, no inesperado, em meio a tudo”. Nossa! Que satisfação.... “Uma satisfação. Numa floresta? Não sei... Só sei que há um talvez...”.  Um talvez capaz de causar um frio na barriga, um medo, haja vista a sensação colossal do vivido, de fazer, de viver, de escrever e de se arrepender. Nesse contexto específico tenho que admitir categoricamente que o “se arrepender” ocorre sempre quando não vivo, não faço, não escrevo... Partindo desse princípio, só me resta voltar a escrever e viver cada momento sem medo e sem preocupações, afinal, “uma palavra escrita é a mais fina das relíquias”, além do mais: “a vida é bela, o paraíso é um comprimido” (Capital Inicial). 

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