domingo, 29 de agosto de 2010

Ficção

Parece que eu quero o impossível... Sinto que apenas isso me serve... Não como um alvitre, mas como uma complementação de algo que me falta, ou como uma somatória de um cálculo complexo. Antes eu gostava de matemática, estudava bastante essa área do conhecimento. Ocorre que já faz um tempo que não brinco mais com as variáveis, portanto esqueci das regras e das fórmulas básicas. O que vou fazer agora? Voltar a estudar e tentar passar na prova ou desistir diante da dificuldade e do aparente problema? Um problema que por sinal nem me percebe... Nem se incomoda, muito menos sabe de minha existência. Sou invisível a olho nu. É um não saber sabido na verdade. Assim: sabe de minha existência, mas não sente falta, não necessita de tal para viver felizmente em sua vida cotidiana. O objeto em tela monopolizou meus pensamentos. Que poder extraordinário é esse mundo superior? Sou um analfabeto funcional em matéria de... Eu não sei fazer poesia. Internamente sou muito parecido com a filosofia de Charlie Brown. Não vou ser hipócrita, sempre penso no passado, no que faço e no futuro. Neste momento a sua imagem só me mostra o que eu quero de agora em diante. Fico apenas imaginando aquele quadro em tela real. Demorei muito pra te encontrar, agora eu quero só você, mesmo sem saber se é tão especial assim. O importante é que te encontrei. Foi assim por acaso... Poderia ter sido em outro lugar, em outro momento. Poderia... Mas foi bem ali... rapidamente, espontaneamente, quase do nada, em poucos minutos. A cena se repetiu em segundos. Ainda vou te encontrar algumas vezes, mesmo que de forma fria... Somente não sei o que vou fazer. Eu achava que estava gostando de alguém... /Nunca tive certeza se estava realmente me apaixonando por ela ou se estava me apaixonando pela ideia de me apaixonar de novo.../ (Parafraseando C.F.A Apud Alguém).