terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Solidariedade
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Contradito
terça-feira, 26 de abril de 2011
Esponsal
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Outsider
O indivíduo é educado, em vários segmentos da sociedade, de modo a criar considerações, em grande medida, falseadas acerca da figura do outro. São levados a conceber ideias imaturas e imprecisas de seu objeto, sem ter consciência de que tal idealização é dotado de um preconceito voraz, que dilacera a personalidade de um ser que se pretende complexo por construção histórica. Esse processo, en passant, é perceptível em meu círculo social. Empiricamente, afirmo que a categoria de análise dominada pelo prejulgamento precoce norteia o epicentro do espírito humano, impetrado no [in]consciente coletivo. Observa-se que, se o “eu” se depara diante do “outro”, e se o primeiro não se assemelha com a alteridade perante de si, o “outro” é o estranho. Nesse sentido, o estranho é estereotipado, estigmatizado, conforme lição de Goffman. O grande problema nisso tudo é que o outsider não tem chance de se apresentar, pois para isso necessita de certo tempo, porém a leitura feita pela platéia é imediata, fixista e, às vezes equivocada. Outrossim, tenha em mente o papel social do professor universitário na área de sociologia/metodologia. Essa representação, per si, já é passível de estereótipos. Entendo que a leitura que desenvolvem a respeito, por enquanto, não condiz com a profundidade da verdade que possa existir. Vi todas as manifestações a meu respeito, e nenhuma me refletiu.

