É corriqueiro ouvir de membros de grupos simpatizantes dos ideais da supremacia branca, opressores em essência, a lamúria de que se sentem oprimidos por aqueles que apresentam uma narrativa em favor das populações vulneráveis:"- Ain é por isso que o pessoal aqui não participa da discussão, pois todo mundo se sente coagido pelas falas de vocês. Inclusive diversas pessoas tem medo de expressar sua opinião por medo de represália" (geralmente a opinião é a mais pura exalação de preconceito em suas diferentes formas). Ora, é evidente que, diante de um debate, pessoas com o mínimo de leitura crítica, irão se manifestar de modo incisivo e categórico frente as manifestações equivocadas e severamente destoante daquilo que se defende e que se prega. Falas racistas, por exemplo, devem ser combatidas com afinco, até mesmo para machucar a ferida mal curada, de modo que a cicatriz ocorra livre dos germes raivosos do preconceito. Desse modo, colocar o dedo na ferida dói, é claro que vai doer. Mas a pancada da civilidade deve ser proferida, para que o supremacista ignorante perceba, da pior forma, que não existe zona de conforto discursivo para quem flerta com a banalidade do mal.
Há 14 anos
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