Na época das confidências e cordialidades a aproximação era notória, pois intimidade havia, troca de diálogo aparentemente recíproco também. Hoje tudo se molda da forma mais estranha possível. Não há aproximação entre as partes que se conheciam em tempos remotos. O estranhamento se faz presente na profundidade das almas envolvidas no contexto nada contextualizante. A pureza da beleza e do brilhantismo modesto e equilibrado que um dia existiu, hoje não existe mais. A frieza da estação chuvosa se confunde com a temperatura abaixo de zero do ser atípico na conformidade do tempo. É como se não houvesse um passado, ou um amor pra recordar, pois o teor de um sentimento passa distante da relação cristalizada no pensamento. Não sou digno de respeito, de atos sublimes de amor e carinho. Sou ignorado insistentemente na lavoura dos homens sapiens sapiens, perdido no meio de uma multidão carnívora. Atitudes pensadas por seres profissionais que agem sem a ação correspondida pela maneira rígida de ser do símbolo da dignidade. Estou agindo conforme a música da última balada de verão. Seguindo o exemplo atípico do modelo máximo de pessoa, a exceção em um campo de perversão e pecado mundano. Um certo tipinho que me leva pelo desprezo, e eu a desprezar a cada dia. Vivo em um processo de transição de perspectiva, isto é, da valorização do tipo em tela, passo a repugnar tal comportamento hoje.
Há 14 anos