Uma vez um certo alguém, acometido por alto nível de indignação contra o intenso fluxo migratório venezuelano no Estado de Roraima, comparou o Estado a sua casa para justificar a necessidade de controle na fronteira...
"- Na sua casa você deixaria 'qualquer um' adentrar livremente sem conhecer ou averiguar quesitos mínimos? O Estado é como a nossa casa, o nosso lugar sagrado, não pode entrar qualquer um assim na hora que bem entender".
Na época eu discordei da analogia desproporcional, por motivos óbvios. No entanto, agora eu me utilizo do mesmo artifício para levar o habitante do pasto do lado de lá a refletir sobre essa tara pela economia em detrimento a vida.
Imagina:
O gestor da sua casa, ao se deparar com um filho querido acometido por uma doença grave, pensaria duas vezes, sobretudo no bem estar da enconomia familiar para decidir sobre o custo saúde daquele ente? Ou ele seria capaz de lançar mão de todos os recursos para salvar a vida? "- Não! Eu não vou sacrificar a saúde econômica doméstica por causa de uma simples vida. Precisamos pensar na economia. Afinal, podemos gerar uma vida em 9 meses, mas a economia leva-se mais tempo?