Vivemos
a era da falsa devoção moral, do egoísmo viralizante nesse tempo de cólera
formada por contingentes de despossuídos de bom senso, de razoabilidade, de parcimônia
e empatia, onde cada uma quer ser mais exemplo do que o outro perante uma
sociedade julgadora de condutas alheias, ao ponto de pautar a sua vida a partir
do olha julgador dos coleguinhas. Cara, se eu erro, o problema é meu. Se o
outro erra, o impasse é dele. Se o ser humano erra à luz de sua percepção,
talvez ao olhar desse protagonista da ação, tal “erro” não passe de uma mera
subversão de emoções pessoais latentes. Portanto, se é pessoal, diz respeito
apenas ao sujeito envolvido na redoma. Vai cuidar do seu rabo preso e deixe a
vida pessoal do outro em paz. Pare de se satisfazer com a safadeza alheia e
procure dar dinamismo à sua vida parada e sem graça... É, a expressão “sem
graça” soa aparentemente “forte e pesado”, mas é exatamente essa a impressão
que eu tenho quando descubro que você vive gozando de entusiasmo ao descobrir
ou propagar fuxico da vida sexual alheia. Deixe de lado esse ar de perfeição inalcançável
que você insiste em exalar pelos corredores desertos da província. Isso é
desastroso e cruel a pessoa que você é. Liberte-se e viva, mas não como está
ilustrado nos manuais de autoajuda que você vive lendo. Jogue esses livros
todos no lixo e siga os teus instintos mais intensos e selvagens. Eu sei que
dentro dessa alma sebosa, julgadora e sem graça existe um fogo ardente que
queima e dilacera o âmago da alma. Jogue fora essa “roupa feia”, dispa-se e
sinta esse ardor propiciado pelo cheirinho de pólvora que passa pelo seu
cangote e te arrepia.
Há 14 anos
Esclarecimento: Eu desenvolvi esse texto depois que li alguns comentários opressores no Facebook, que estavam sendo direcionados a uma pessoa que teve nudes vazados na internet.
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