Aquilo chegou em forma de frase incompleta, sem muito sentido para o contexto que parecia não existir. Na verdade eu tentava me enganar, maquiando algo que poderia simplesmente se sustentar pelo silêncio de um ser que não pensaria duas vezes em atuar, bancando o senhor desentendido da história. Talvez seria uma forma de se autodefender de uma situação que já estava posta, e que assustava a minha razão. Isso é angustiante e ao mesmo tempo é esplêndido. Estava com os pés e mãos amarrados fortemente, e parecia que não conseguiria fugir. O que fugia era a filosofia, armadura racional que diante do interlúdio correu para bem longe de mim. Não me achei por um curto período, que se tornou em minha mente um longo e emocionante momento. Eu simplesmente não conseguia pensar em nada, a não ser agir conforme a música que estava tocando naquela noite solitária. A ação tomou conta de meus sentidos à medida que agia com medo de errar. Queria entender algo que talvez já estivesse bem claro, se não fosse a insegurança que transbordava em forma de dúvidas... A noite acabou, a manhã chegou e nada aconteceu. Lembro de uma frase de Manuel Bandeira – parte integrante de seu poema Pneumotórax: “A vida inteira que podia ter sido e que não foi”. Eu penso diferente neste momento, e digo: A noite inteira que podia ter sido e que ainda não foi. Acredito que ainda tenho uma vida inteira pela frente, o que falta é um pouco mais de coragem, baixar a guarda e ficar mais vulnerável a nocautes.
Há 14 anos
É meu caro, tenho visto sua trajetória de vida. Conheço muito bem este momento de angústia e indecisão. É como sempre dizem: o caminho, se faz caminhando. Veja que há sempre um caminho pela frente. Caminhe!!!!
ResponderExcluirEu não sei se interpreto seus textos com a mesma intenção que você, mas eu sempre me identifico muito com eles. Estou passando por uma fase de decisões e, portanto, riscos. Algumas decisões realmente complicadas, dessas que você maqueia um tempão e tem medo de tirar a maquiagem. Mas tem que ser feito né? "...O que falta é um pouco mais de coragem, baixar a guarda e ficar mais vulnerável a nocautes." Beijos!
ResponderExcluir"...é melhor não resistir e se entregar." Quando nos omitimos, o silêncio fala, o imóvel faz... e o pior é q nem sempre deixam as melhores impressões. (Adoro viajar nesses textos, e como disse a menina aí...nem sei se interpreto corretamente..)
ResponderExcluirNão sei o que realmente assusta a sua razão (nem sei se tens razão em alguma coisa, rs), mas, eu diria: "nocauteado por si mesmo"...Nós escolhemos nossos adversários e temos a obrigação de conhecer seus pontos fracos. A vida é assim: vence quem se prepara melhor...acreditar que temos uma vida inteira pela frente não implica dizer que temos de empurrar as coisas com a barriga. O que temos pela frente é o hoje, o amanhã não nos pertence. Viver e ñ se arrepender de nada, nem de errar...
ResponderExcluirBjim, Josi.
Legal, bom escrito!
ResponderExcluirSeu texto é bom, apesar de pessoal, permite as pessoas se indentificarem coma história x)
Bem legal! xD
Oi amigo, bom falar de decisões, sentimentos, emoções não é uma tarefa fácil mas a vida é assim mesmo, toda hora temos que fazer escolhas e nem sempre acertamos, baixar a guarda nem sempre é possível ainda mais quando queremos ou precisamos disso. O bom da vida é que estamos sempre aprendendo, então bola pra frente!
ResponderExcluirBjos...
Nossa esse texto diz muito do que passo hoje!
ResponderExcluirBelas palavras,muita emoção, decidir é difícil, precisamos de coragem...
Gostei demais!
Parabéns...
Sucesso sempre!
Bjs